terça-feira, 17 de novembro de 2009



CGADB: UMA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
ORGANIZAÇÃO ECLESIÁSTICA ADMINISTRATIVA
A história da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) dá-se no ano de 1930
por CPAD














A história da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil - CGADB dá-se no ano de 1930. Após três décadas do surgimento no país das Assembléias de Deus, devido ao estupendo crescimento do movimento pentecostal iniciado pelos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, os pastores das Assembléias de Deus resolveram que já era tempo de se criar uma organização que estabeleceria o espaço para discussão de temas de máxima relevância para o crescimento da denominação.


A CGADB foi idealizada pelos pastores nacionais, visto que a igreja estava na responsabilidade dos missionários suecos e deram os primeiros passos em reunião preliminar realizada na cidade de Natal-RN em 17 e 18 de fevereiro do ano de 1929. A primeira Assembléia Geral da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil foi realizada entre os dias 5 e 10 de setembro, onde se reuniram a maioria dos pastores nacionais e os missionários que atuavam no país. Foi nessa Assembléia Convencional que os missionários suecos transferiram a liderança das Assembléias de Deus no Brasil para os pastores brasileiros. Nesta mesma reunião que liderança nacional decidiu-se por se criar um veículo de divulgação do evangelho e também dos trabalhos então realizados pelas Assembléias de Deus em todo o território nacional. Estava lançada a semente do que viria a ser o atual jornal Mensageiro da Paz. Com a rápida repercussão nacional, o periódico, então dirigido pelo missionário Gunnar Vingren, tornou-se o órgão oficial das Assembléias de Deus no Brasil.

As primeiras resoluções emanadas em Assembléias Convencionais de pastores das Assembléias de Deus, foram emitidas nas Assembléias Gerais dos anos de 1933 a 1938. Nessas Assembléias Gerais deram-se longos debates sobre as características e identidade da igreja, o que hoje são por nós conhecidas como "usos e costumes". As primeiras resoluções também tratavam acerca de alguns pontos doutrinários, principalmente no que se referia a conduta dos obreiros e que deveriam caracterizar a igreja sendo adotados por todas as Assembléias de Deus no Brasil. A igreja experimentava um extraordinário crescimento e chegava aos mais longínquos recantos do país. Entre os anos de 1938 e 1945, quando deu-se os rumores e finalmente o transcorrer da 2ª Grande Guerra Mundial, os lideres das Assembléias de Deus tinham enormes dificuldades de se locomoverem pelo país, e por causa desse fator não foram realizadas nenhuma assembléia convencional dos anos de 1939 e 1945.

Finalmente em 1946, em Assembléia Geral Ordinária realizada na cidade de Recife-PE os pastores das Assembléias de Deus de todo o país decidiram-se por tornar a CGADB em uma pessoa jurídica, com a responsabilidade de representar a igreja perante as autoridades governamentais, bem como a todos os segmentos da sociedade. O primeiro Estatuto apresentou como principais objetivos da CGADB: "promover a união e incentivar o progresso moral e espiritual das Assembléias de Deus; manter e propugnar o desenvolvimento da Casa Publicadora das Assembléias de Deus" e principalmente a aproximação das Assembléia de Deus no país: "Nenhuma Assembléia de Deus poderá viver isoladamente, sendo obrigatória a interligação das Assembléias de Deus no Brasil, com a finalidade de determinar a responsabilidade perante a Convenção Geral e perante as autoridades constituídas". As Assembléias Gerais realizadas nas décadas seguintes foram marcadas por discussões e debates sobre temas relacionados as doutrinas bíblicas básicas e por projetos de desenvolvimento da Obra de Deus.

Em 1989, a CGADB promoveu uma Assembléia Geral Extraordinária na cidade de Salvador-BA, quando foi decidido pelo desligamento dos pastores do Ministério de Madureira, por força de dispositivo estatutário que impede ao ministro pertencer a mais de uma convenção nacional. Os ministros do Ministério de Madureira optaram por manter a existência da então recém criada Convenção Nacional de Ministros da AD de Madureira (CONAMAD), abrindo com isso uma dissidência na igreja.

Os anos 90 marcam uma nova fase de crescimento das Assembléias de Deus no Brasil. Em maior parte, os resultados apresentados nesse novo período de crescimento dão-se, claramente, decorrente de medidas tomadas pela CGADB durante essa década. Sob a liderança do Pr. José Wellington Bezerra da Costa, a principal decisão foi a implantação do projeto Década da Colheita, um esforço evangelístico que envolveu praticamente toda a igreja no Brasil. O censo do IBGE de 2000 mostrou, em comparação com último censo de 1991, o quando a AD cresceu nos últimos dez anos do século 20.

Assombrada pelo vultuoso crescimento da igreja e pela necessidade de um espaço mais adequado para o desenvolvimento de suas atividades, a CGADB inaugurou no dia 26 de novembro de 1996, sua nova sede, no bairro da Vila da Penha, cidade do Rio de Janeiro - RJ, em um moderno edifício de 4 andares, onde estão disponibilizadas salas administrativas e um auditório com capacidade para 700 pessoas, além de anexo onde está instalada a EMAD - Escola de Missões das Assembléias de Deus e uma ampla loja da CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus.

Neste início de século 21, a Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil continua implantando um projeto de desenvolvimento de sua participação mais ativa na sociedade do nosso querido país. Criou-se o Conselho Político da CGADB que tem por finalidade coordenar o projeto "Cidadania AD Brasil", que desenvolve a consciência política na liderança das Assembléias de Deus no Brasil e gerencia o lançamento de candidatos oficiais da denominação nos pleitos eleitorais em todo Brasil. Hoje as Assembléias de Deus contam com 22 deputados federais, 38 deputados estaduais e 1.010 vereadores. Na área cultural, a CGADB inova com o ambicioso projeto de implantação da Faculdade Evangélica de Ciências, Tecnologia e Biotecnologia da CGADB - FAECAD, oferecendo a princípio quatro cursos: administração de empresas, comércio exterior, direito e teologia. A FAECAD já obteve o reconhecimento do MEC e as atividades da mesma começaram no mês de agosto de 2005.

Os frutos de um trabalho volumoso que vem sendo empreendido na liderança do Pr. José Wellington Bezerra da Costa, juntamente com a Mesa Diretora, continuam a serem colhidos pela Convenção Geral e face as comemorações dos 75 anos de existência de nossa querida CGADB, temos no Senhor Jesus, o galardoador fiel, nossa gratidão. E a cada dia que olhamos para o gigantesco trabalho que tem se tornado a Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, devemos louvar ao Senhor, rendendo-lhe a mais tenra adoração e gratidão, e ainda sim, pedir graça ao bom Deus no intuito de continuar iluminando nossa liderança maior, a fim de que esta obra faça avançar o Reino de Deus na Terra. Diz a Palavra de Deus: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças." Ec 9.10.

Fonte: CGADB


O PRIMEIRO JORNAL PENTECOSTAL
GUNNAR VINGREN E DANIEL BERG VIAJARAM 14 DIAS PARA CHEGAR AO PARÁ
Em 1917, Almeida Sobrinho e João Trigueiro, lançaram o Voz da Verdade. O jornal circulou durante apenas dois meses
por ISAEL DE ARAUJO


Gunnar Vingren e Daniel Berg viajaram 14 dias para chegar ao Pará
Gunnar Vingren e Daniel Berg chegaram à cidade de Belém, capital do Estado do Pará, no dia 19 de novembro de 1910. Eles viajaram durante 14 dias como passageiros do navio Clement que veio de Nova Iorque, Estados Unidos e atracou no porto de Belém. Gunnar Vingren estava com 31 anos de idade nesta época e Daniel Berg com 26 anos.
Dois brasileiros lançaram o primeiro jornal pentecostal publicado no Brasil
Antes de os missionários Gunnar Vingren e Samuel Nyström começarem a editar o jornal pioneiro Boa Semente, Almeida Sobrinho e João Trigueiro, lançaram em 1917 o Voz da Verdade. Almeida Sobrinho, um pastor batista que se tornara pentecostal, era o redator-responsável e era auxiliado por João Trigueiro da Silva. Não era o órgão oficial da Missão de Fé Apostólica (como era conhecida a Assembléia de Deus em seus primeiros anos), pois atendia também a três outras igrejas da cidade, as quais criam nas mesmas verdades da doutrina do Espírito Santo. Essas igrejas eram pastoreadas por Almeida Sobrinho.
1922: é realizada a primeira Escola Bíblica de Obreiros nas Assembléias de Deus
A primeira Escola Bíblia de Obreiros nas Assembléias de Deus aconteceu em 1922 em Belém do Pará. Durou um mês, de 4 de março a 4 de abril. Participaram 16 obreiros, além do ministrante que foi o missionário sueco Samuel Nyström. Ele havia estudado na Escola Bíblica da Missão Örebro na Suécia em 1914, antes de ser separado evangelista. O tema dos estudos bíblico foi “A obra de Deus”. O modelo de realização de escolas bíblicas para formação bíblica, espiritual e ministerial de obreiros foi inspirado no modelo adotado pentecostais suecos. De 1922 em diante, em todas as partes do Brasil, escolas bíblicas para obreiros passaram a ser realizadas nas Assembléias de Deus, porém, duram apenas uma semana. As mais conhecidas atualmente são as da Assembléia de Deus de Recife, Curitiba e Belenzinho, em São Paulo.
Missionário bebeu limonada envenenada e não morreu
Em Jaci-Paraná, por volta de 1921, um homem turco, cuja esposa se convertera, uma vez tentou atirar no missionário norte-americano Paul John Aenis para matá-lo, e depois lhe deu para beber um copo de limonada com veneno, mas Deus preservou a vida do missionário, pois o homem não sabia que o limão cortara o efeito daquele veneno. Pouco tempo depois, aquele homem converteu-se e pediu para ser batizado nas águas pelo próprio missionário Paul John Aenis que se tornou o fundador das Assembléias de Deus no Estado de Rondônia, e pioneiro pentecostal na região do rio Madeira no Estado do Amazonas e do rio Guaporé, no noroeste do Estado do Mato Grosso, fronteiras entre Brasil e Bolívia.

Pastor Isael de Araujo é responsável pelo Centro de Documentação, Informação e Pesquisa (Cdip) da CPAD e pelo Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CemP).
É autor do Dicionário do Movimento Pentecostal (CPAD).

CONFERÊNCIA PENTECOSTAL NA AMÉRICA LATINA
PRIMEIRO MISSIONÁRIO FOI ENVIADO DOIS ANOS DEPOIS DA FUNDAÇÃO DA AD
O Brasil hospedou uma Conferência Mundial Pentecostal.
Foi a oitava edição do encontro mais importante para a liderança pentecostal

por ISAEL DE ARAUJO

Primeiro missionário foi enviado dois anos depois da fundação da AD
O primeiro missionário assembleiano foi José Plácido da Costa. Ele seguiu para Portugal em 4 de abril de 1913, tornando o pioneiro do Movimento Pentecostal naquele país europeu. José Plácido da Costa era português de nascimento, mas morava no Brasil quando se converteu ao evangelho em Belém do Pará em 1909 na Igreja Batista local. Ele constou entre o grupo dos 18 batistas excluídos por acreditar na doutrina do batismo no Espírito Santo pregada pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. José Plácido da Costa morreu em 1965, aos 95 anos de idade, em Portugal. As Assembleias de Deus hospedaram a única Conferência Mundial Pentecostal realizada na América Latina Nosso país hospedou uma Conferência Mundial Pentecostal. Foi a oitava edição do encontro mais importante para a liderança pentecostal. O grande evento pentecostal aconteceu no Rio de Janeiro durante os dias 18 a 23 de julho de 1967. As reuniões aconteceram no Maracanãzinho e o encerramento no Estádio do Maracanã. Registros da época falam de uma assistência de 150 mil pessoas no último culto. O tema da Conferência foi “O Espírito Santo glorificando a Cristo”. O presidente do Comitê Nacional foi o pastor Paulo Leivas Macalão e era secretário do Comitê Internacional, o pastor Alcebiades Pereira Vasconcelos. Desde 1947 este evento vem sendo promovido em diferentes partes do planeta por igrejas pentecostais desde 1947. A próxima Conferência vai acontecer em 2010 em Estocolmo, capital da Suécia. Pastor morreu na Suécia por ter contraído malária em visita ao Brasil Em 1954, o pastor sueco Allan Törnberg empreendeu uma viagem pela América do Sul para conhecer o trabalho pentecostal das Assembleias de Deus, visitando primeiramente a Argentina e, em seguida, mais demoradamente, o Brasil. Ele percorreu os Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará, Amazonas e Maranhão. Ele contraiu malária no Amazonas e morreu em 1956, na Suécia, em função da doença. Além de pastor, Törnberg era, também, redator do periódico Evangelli Harold e autor de vários hinos cantados com grande aceitação em todas as igrejas escandinavas. Na Harpa Cristã constam três hinos de sua autoria: 295, “Novo Canto de Louvor”; 302, “Em Vez de Murmurares, Canta”; 351, “A Felicidade da Salvação”; e 447, “Nascer de Novo”.

Pastor Isael de Araujo é responsável pelo Centro de Documentação, Informação e Pesquisa (Cdip) da CPAD e pelo Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CemP). É autor do Dicionário do Movimento Pentecostal (CPAD).

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Movimento Pentecostal-Rua Azusa-Los Angeles (Parte 1)

COMO SURGIU O MOVIMENTO PENTECOSTAL -RUA AZUSA (SÍNTESE HISTÓRICA)


William J. Seymour


Muitas igrejas têm orado para um Pentecoste, e o Pentecoste veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde, como no passado, nascido em uma manjedoura.


Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus. Ele é o homem mais manso que eu já encontrei. Ele caminha e conversa com Deus. O poder dele está na sua fraqueza. Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele.

O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos, Terceira-Onda etc).

O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas. Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.

Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", signficava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural. Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito. A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.

Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.

Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.

Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder frequentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corridor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e consequentamente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.

Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.


Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery. Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."

Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebdo o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston. Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas.

Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas. Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.

A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.

Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:


Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todosos lugares. No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas cairam debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo. Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.

Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brase estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir. Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito. Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.







PRÉDIO DA RUA AZUSA Nº312

Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.

Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:

A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.
Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"...
Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?

O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança. Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales. Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:

Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixandos por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre.

Interesse nas reuniões na Rua Azusa aumentou depois do terrível terremoto do dia 18 de abril, que destruiu a cidade vizinha de San Francisco. Duras críticas das reuniões nos jornais da cidade também ajudavam a espalhar a noticia do avivamento.

Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos. No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos:

"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus. As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando. Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus."

Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:

O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração. Não havia nenhum orgulho lá. Os cultos continuavam quase sem parar. Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia. O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá. Conseqüentemente, foi uma reunião contínua. A reunião não dependeu do líder humano. Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória. Era um processo tremendo de revisão. O orgulho e a auto-asserção, o ego e a auto-estima, não podiam sobreviver lá. O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.
Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora. Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria. Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito. Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar. Nós tivemos nenhum "respeito das pessoas." O rico e educado foi igual ao pobre e ignorante, e encontrou uma morte muito mais difícil para morrer. Nós reconhecemos somente a Deus. Todos foram iguais. Nenhuma carne poderia se gloriar na presença dEle. Ele não pôde usar o opiniático. Essas foram reuniões do Espírito Santo, conduzidas por Deus. Teve que começar num ambiente pobre, para manter o elemento egoísta, humano, ao lado de fora. Todos entraram juntos em humildade, aos pés dEle.

Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão. A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações. Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais. Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.

A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo. Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival. Parham não se conformava com a integração racial do movimento, e criticou as manifestações que ele viu nas reuniões.

Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.

O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Burg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

BIOGRAFIA DE CLÍMACO BUENO AZA






De naturalidade colombiana, converteu-se ao santo evangelho de Jesus Cristo em 1913, em Belém – PA. Ingressou na Assembléia de Deus ainda no segundo ano de fundação da mesma. Portanto, com todo o seu vigor e ardor do movimento pentecostal. Logo em seguida, a chamada específica de Deus para pregar o evangelho em tempo integral ardeu no coração do irmão Bueno Aza, que, deixando seus negócios materiais, dedicou-se ao serviço de evangelização, o qual passou a ocupar, daí em diante, todo o seu tempo.
Clímaco Bueno Aza foi auxiliar dedicado de Daniel Berg de quem seguiu os passos como co-pastor e evangelista na região da Estrada de Ferro Belém - Bragança, implantando várias igrejas nos idos de 1915. Percorriam uma extensão de 233 Km. Berg e Clímaco eram auxiliados por Adriano Nobre e o irmão Cipriano. Também trabalhou no início da implantação da AD em Macapá.
Segundo nos informa Emílio conde, “Clímaco Bueno Aza foi ordenado ministro do evangelho em 10 de março de 1918 por Gunnar Vingren, em Belém do Pará”.

O irmão Clímaco foi o instrumento que Deus usou como pioneiro do movimento pentecostal em terras maranhenses, começando por São Luís, quando aqui chegou no final do ano de 1921. Por causa do seu dinâmico trabalho e por ter dado provas de sua chamada apostólica, foi que o nosso pioneiro foi comissionado pela Assembléia de Deus em Belém para iniciar o trabalho pentecostal no Estado do Maranhão, começando por São Luís.
Após oficializar a implantação da igreja em 15 de janeiro de 1922, o Pr. Clímaco Bueno Aza teve a alegria de ver o trabalho prosperar, não somente como resultado de seus esforços evangelísticos, mas principalmente porque “acrescentava-lhes o Senhor dia a dia os que iam sendo salvos”, At 2.47b

O Pr. Clímaco dirigiu a igreja em São Luís apenas nos seus primeiros meses e para cumprir-se o que diz Paulo aos coríntios: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus”, 1Co 3.6. O corajoso plantador de igrejas, nosso irmão Bueno Aza, deixou a igreja ainda no ano de 1922, aos cuidados do Pr. Manoel de Jesus da Penha. Continuou sua trajetória em várias cidades das mais diferentes regiões do Brasil, pregando o evangelho com simplicidade, mas acompanhado do poder do alto e a convicção de que Jesus salva o homem e também o cura e batiza com o Espírito Santo.
Em 1925, o Pr. Clímaco mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família, a fim de auxiliar o Pr. Gunnar Vingren na grande tarefa que se agigantava. Bueno Aza realizou várias viagens pelo Estado do Rio, realizando campanhas evangelísticas e dinamizando a obra que iniciara. Esteve também em Paraíba do Sul por um breve tempo.

No ano de 1927, precisamente no mês de fevereiro, esperançoso e pleno de vida, o Pr. Clímaco chegou a Belo Horizonte com sua família. Morou na Rua Peçanha e ali, na própria residência, foram realizados os primeiros cultos, onde se converteram as primeiras pessoas. A obra pentecostal se desenvolveu na capital mineira e em todo o estado. Em 15 de janeiro de 1929 já estava inaugurando o 1º templo daquela igreja. E em 02/08/1931 deixou o pastorado em Belo Horizonte e transferiu-se para Juiz de Fora, com o intuito de fundar ali mais uma Assembléia de Deus. Em Belo Horizonte o Pr. Clímaco foi substituído pelo Pr. Nils Kastberg em 02/08/1931.
Consta também de sua trajetória que, em 1934, esteve na liderança da AD em Santos-SP. Como não podia parar por causa da chama que ardia no seu ser, nos anos seguintes, de 1937 a 1939, Clímaco Bueno Aza pastoreou também, a AD em Natal-RN. Em 1939 o Pr. Clímaco chegou a Curitiba para assumir o pastoreado da igreja, sendo também um evangelista nato estendeu as atividades evangelísticas da igreja a dezenas de cidades no interior do Estado. Pastoreou a AD em Curitiba até fins de 1942. Deixando a igreja de Curitiba aos cuidados de outro pastor, o irmão Clímaco Bueno foi recebido pela AD em Petrópoles-RJ, onde trabalhou com expressivo amor a causa de Cristo até março de 1946.

Como é notória, múltiplas e constantes foram as atividades do irmão Clímaco Bueno Aza. Ele iniciou o trabalho de evangelização em várias cidades e capitais brasileiras atualmente há grandes e prósperas igrejas.
Além das cidades já citadas, o irmão Clímaco pastoreou também em Belford Roxo-RJ e Ponta Grossa no Paraná. Foram 70 anos de vida e 36 completamente dedicados á pregação do evangelho.
No dia 20 de setembro de 1950 no hospital evangélico no Rio Janeiro deixou esta terra para está com o Senhor na sua Glória .
Além das muitas saudades que deixou entre um grande número de irmãos, deixou viúva a irmã Julia Galvão de Lima Bueno Aza, que foi dedicada companheira em todos esses anos de labor ministerial deixou também quatro abençoados filhos. Somente a eternidade poderá revelar a importância do trabalho que realizou, a fidelidade com que se conduziu e os frutos que produziu para Deus e seu Reino.

Informações Extraídas:
História das Assembléias de Deus no Brasil, CPAD, 2ª edição, 1982.
Fotos: História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil – CPAD – 1º edição – 2004.
Informações extraídas de Histórico da Convenção das Assembléias de Deus no Estado do Maranhão, Dados: História da Igreja Assembléia de Deus em São Luís, autoria: Pr. Rayfran Batista da Silva
Fotos: História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil – CPAD – 1º edição – 2004.

Assembléia de Deus no Estado do MA (SÍNTESE HISTÓRICA)

A Assembléia de Deus no Brasil


Entre os anos de 1900 e 1901 especificamente na América do Norte, teve início um reavivamento espiritual, chamado de movimento pentecostal. Esse movimento tinha como doutrina principal o Batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em outras línguas ou em línguas desconhecidas, e a doutrina dos Dons Espirituais. A Igreja Assembléia de Deus no Brasil é resultado desse movimento.
Em 19 de novembro de 1910, chegou à cidade de Belém, capital do Estado do Pará, os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg, suecos, que em meio ao movimento pentecostal, receberam em Chicago – EUA, o batismo com o Espírito Santo. Ambos eram batistas, e sentiram em seus corações o chamado para propagarem a palavra de Deus no Brasil. Ao chegarem em Belém, foram recebidos como hóspedes pela Igreja Batista da cidade.


Assim que começaram a pronunciar as primeiras palavras em português, começaram a evangelizar e a doutrinar. Devido a doutrina bíblica praticada por eles, relativa ao batismo com o Espírito Santo, que conseguiram alcançar alguns outros fiéis, foram excluídos da comunhão batista e expulsos da Igreja. Após esse episódio, esses missionários, juntamente com os fiéis expulsos, fundaram a denominação chamada de Missão da Fé Apostólica, em 18 de junho de 1911, sendo, portanto, a primeira Igreja Pentecostal brasileira. O nome Assembléia de Deus foi adotado somente em janeiro de 1918.

A AD espalhou-se rapidamente de modo que em 1944, a Assembléia de Deus já estava instalada em todos os estados da Federação. Atualmente, a AD possui mais de 20 milhões de membros e está presente em todos os municípios brasileiros. É organizada em dezenas de Convenções Regionais e uma convenção Geral, a CGADB. Depois de alguns anos, devido ao grande crescimento numérico e ministerial, surgiram alguns problemas administrativos, o que levou ao surgimento de outra convenção nacional, conhecida como CONAMAD, ou Assembléia de Deus ministério de Madureira.


A Assembléia de Deus no Estado do Maranhão

São Luís, a capital maranhense, foi a primeira cidade a ser alcançada pelo evangelho com teor pentecostal. A AD foi fundada em São Luis em 15 de janeiro de 1922 pelo colombiano Climaco Bueno Aza que, converteu-se em Belém, e foi auxiliar de Daniel Berg na implantação de diversas igrejas. Em 1918, Climaco Bueno Aza foi ordenado Pastor e indicado para iniciar a Assembléia de Deus no Maranhão, començando por São Luís.
Ao chegar em São Luís, Clímaco Bueno Aza começou a evangelizar no centro da cidade, e em 15 de janeiro de 1922 oficializou a fundação da Igreja na Rua 7 de setembro. Assim foi organizada a primeira AD no estado do Maranhão.

PASTORES DA AD EM SÃO LUÍS
De Clímaco Bueno Aza a José Guimarães Coutinho

CLÍMACO BUENO AZA



O irmão Clímaco foi o instrumento que Deus usou como pioneiro do movimento pentecostal em terras maranhenses, começando por São Luís, quando aqui chegou no final do ano de 1921. Por causa do seu dinâmico trabalho e por ter dado provas de sua chamada apostólica, foi que o nosso pioneiro foi comissionado pela Assembléia de Deus em Belém para iniciar o trabalho pentecostal no Estado do Maranhão, começando por São Luís.

Após oficializar a implantação da igreja em 15 de janeiro de 1922, o Pr. Clímaco Bueno Aza teve a alegria de ver o trabalho prosperar, não somente como resultado de seus esforços evangelísticos, mas principalmente porque "acrescentava-lhes o Senhor dia a dia os que iam sendo salvos", At 2.47b

MANOEL DE JESUS DA PENHA


Este substituiu o pastor Clímaco Bueno Aza ainda no ano de 1922, e serviu fielmente ao Senhor e a esta igreja até o ano de 1927

NELS JULIUS NELSON

Considerado "o apóstolo pentecostal brasileiro" e por outros, chamado de "o apóstolo Amazônia", também considerado o missionário do campo da Assembléia de Deus nos estados do Pará, Maranhão e Piauí, Nels Nelson pastoreou interinamente a AD em São Luís por duas ocasiões. A primeira em 1927, quando substituiu o Pr. Manoel da Penha, e a segunda, em 1939, em substituição ao Pr. José Bezerra Cavalcante, até que entregou a igreja aos cuidados do Pr. Deocleciano Cabralzinho de Assis.

MANOEL CÉSAR DA SILVA

Foi eleito pela igreja como seu pastor titular, tendo vindo da AD em Belém-PA. No ano de 1927, assumiu o pastorado da igreja em São Luís o pastor Manoel César da Silva que trabalhou incansavelmente até o ano de 1932.

LUÍS HIGINO DE SOUZA, 1932 - 1935


Ao se retirar do pastorado da igreja em São Luís, Manoel César foi substituído pelo pastor Luís Higino de Sousa, que serviu à referida igreja até o ano de 1935.

JANUÁRIO NOBERTO SOARES, 1935 - 1937


Em novembro de 1935 o Pr. Januário Noberto Soares, estando trabalhando na AD em Pedreiras, neste Estado, substituiu Luís Higino de Sousa na direção da AD em São Luís.

JOSÉ BEZERRA CAVALCANTE, 1937 - 1939


Ordenado ao Santo Ministério em 15 de dezembro de 1919 na Assembléia de Deus em Belém do Pará. Mais ou menos na mesma época, outros como Manoel César da Silva, José Leonardo e José da Penha também foram ordenados. Depois de ter servido no estado do Pará por alguns anos, José Bezerra Cavalcante veio a São Luís do Maranhão. Assumindo o pastorado da igreja em São Luís, serviu de 28/02/1937 até 24/05/1939.

DEOCLECIANO CABRALZINHO DE ASSIS, 1939 - 1941


O missionário Nels Nelson, que pela segunda vez pastoreou interinamente a Igreja, passou o pastorado da igreja em São Luís no fim de 1939 ao pastor Deocleciano Cabralzinho de Assis, a quem Deus usou maravilhosamente para reavivar a igreja na capital maranhense e presidir a construção do primeiro templo pentecostal nesta cidade, que foi solenemente inaugurado em 21 de setembro de 1941.

FRANCISCO PEREIRA DO NASCIMENTO

Nasceu em Belém do Pará no dia 30 de novembro de 1909. converteu-se aos 23 anos de idade. Ordenado ao ministério pastoral em 23 de março de 1934.

JOSÉ LEONARDO DA SILVA, 1942 - 1943


Tendo sido ordenado ao Santo Ministério pela Assembléia de Deus em Belém-PA no início da década de 20. O Pr. José Leonardo foi um destacado obreiro pioneiro das Assembléias de Deus no Brasil. Pastoreou a AD em São Luís por um período de um ano.

JOSÉ RAMOS, 1944 - 1947

O Pastor José Ramos pastoreou a IADESL até o ano de 1947.

JOSÉ TEIXEIRA RÊGO, 1947 - 1948


Pastoreou a igreja interinamente por apenas alguns meses.

JOSÉ PINTO DE MENEZES, 1948 - 1952


Nesse mesmo ano, atendendo a um chamado urgente, foi designado para o campo de Fortaleza - CE, onde serviu por apenas 04 meses, transferindo-se posteriormente para São Luís do Maranhão, ficando nessa cidade até outubro de 1952. Recebendo convite desta Igreja, aqui chegou no dia 19 de janeiro de 1953.

FRANCISCO MOISÉS GARCIA, 1953


Em fins de 1952 e começo de 1953, respondeu interinamente pelo pastorado da AD em São Luís, tendo dado posse ao pastor eleito, Alcebíades Pereira Vasconcelos.

ALCEBÍADES PEREIRA VASCONCELOS


Foi eleito em 16 de janeiro de 1953 como pastor titular da igreja e empossado nesta mesma data, pelo Pr. Francisco Moisés Garcia

ESTEVAM ÂNGELO DE SOUZA, 1957 - 1996


Nasceu na cidade de Araioses, Estado do Maranhão, no dia 2 de agosto de 1922. Filho de José Romão de Souza e de Maria Alves de Souza, teve uma infância e adolescência simples, vivendo essas quadras da existência sob os cuidados paternos.


Aos vinte e um anos de idade teve seu encontro com Cristo, aceitando-o como Senhor e Salvador pessoal. Era o dia 09 de abril de 1944 e o primeiro culto evangélico a que assistia, precisamente na cidade de Magalhães de Almeida. Recebeu o batismo com o Espírito Santo no dia 06 de julho do mesmo ano e em outubro, no dia primeiro, foi batizado em águas.

Em 21 de novembro de 1953 contraiu novas núpcias com a jovem Gizeuda Lima de Souza, que lhe deu outros seis filhos. Nesse mesmo ano, mudou-se para São Luís a convite do saudoso Pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos, tendo sido empossado a 04 de janeiro de 1954. Serviu como co-pastor da Assembléia de Deus na capital maranhense (A Igreja na Ilha contava com apenas três congregações) até 16 de dezembro de 1957, quando então assumiu, em definitivo, o pastorado da Igreja, à qual serviu durante 42 anos, um mês e doze dias. Participou da Conferência Mundial Pentecostal em Londres, Inglaterra, em 1976, e em Jerusalém, em 1995, tendo ainda visitado vários países da Europa e Ásia, além dos Estados Unidos da América. Em todo esse período, dedicou-se inteiramente à Causa com muito amor, trabalho e abnegação, o que somente a eternidade poderá revelar todos os frutos do seu profícuo ministério.

JOSÉ GUIMARÃES COUTINHO


Natural de São Luís - Maranhão, nasceu a 02 de novembro de 1947, em casa, no bairro denominado Codozinho, hoje Rua Pedro Álvares Cabral.


É proveniente de um lar humilde e honrado, sendo o 3º filho de uma família composta por 11 (onze) irmãos, cujos pais são o senhor José Ribamar Coutinho, residente nesta cidade e senhora Hilda Guimarães Coutinho, de sua saudosa memória.


Teve infância e juventude simples e pacata. Quando criança estudou nos colégios Rosa Nina e Sotero dos reis e, adolescente, no Liceu maranhense.

Não tendo tido o privilégio de nascer e ser criado em um lar evangélico ouviu pela primeira vez a palavra do Senhor, quando adolescente por um jovem chamado Jacó, membro da primeira Igreja Batista, ao qual pregava publicamente na Praça da Saudade, próximo ao Templo Central - Assembléia de Deus, sendo profundamente impactado por sua mensagem. A mensagem do Evangelho veio germinar em seu coração quando em 1970, aceitou Jesus como Salvador, no dia 18 de Janeiro, domingo à noite, no Templo Central da Igreja Assembléia de Deus aos 22 anos de Idade, entregando sua vida e mocidade nas mãos de Senhor. No mesmo ano recebeu o Batismo com o Espírito Santo em 23 de Março, descendo às Águas Batismais no dia 30 do mesmo mês. Foi discípulo do Pr. Estevam Ângelo de Sousa, ( Saudosa Memória) e auxiliar durante 26 anos do qual aprendeu a Sã Doutrina da Palavra do Senhor e os bons costumes da Igreja Evangélica assembléia de Deus.


Casou-se aos 22 dias do mês de maio de 1976, com a Irmã Maria de Nazaré Lemos Coutinho, no Templo Central da Assembléia de Deus em São Luís, com celebração presidida pelo Pr. Estevam Ângelo de Sousa, de cujo casamento nasceram dois filhos - Jessé Lemos Coutinho e Josué Lemos Coutinho acrescido por Claudinéa Cruz aquém criam como filha a partir dos 12 anos de idade.

NOTA IMPORTANTE:
Nos últimos anos a IEADESl teve um grande crescimento númerico, registrando no seu rol alguns milhares de novos membros. Com a descentralização dos trabalhos pastorais os membros tiveram mais assistência pastoral e as congragações demonstraram um maior ânimo na tarefa da evangelização, discipulado e ação social.

Mesmo depois do desmembramento de algumas áreas e congregações da ilha de São Luis, que tornaram-se em campos ligados à CEADEMA, a igreja-mãe continua com um agradável ritmo de crescimento.

A igreja conta hoje ( abril de 2008 ) com 250 congregações e dezenas de pontos de pregação, somando mais de 40 mil membros e congregados na capital do estado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


MISSIONÁRIO FOI PROIBIDO DE SEPULTAR O FILHO
1936: OS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS AMERICANOS CHEGARAM PARA ATUAR JUNTO ÀS ASSEMBLÉIAS DE DEUS BRASILEIRAS

Ao tentar sepultar seu terceiro filho, Otto Nelson foi informado que o padre local não permitia, alegando que o cemitério era da igreja católica

por ISAEL DE ARAUJO
1936: os primeiros missionários americanos chegaram para atuar junto às Assembléias de Deus brasileiras

Segundo a cronologia dos primórdios protestantes no Brasil elaborada em 2003 pelo Prolades, as Assembléias de Deus norte-americanas teriam começado a atuar em terras brasileiras a partir de 1925. Mas, não há documentos que comprovam essa informação. Oficialmente, as Assembléias de Deus norte-americanas enviaram missionários para o Brasil a partir de 1936. Neste ano, o Departamento de Missões do Concílio Geral da Assembly of God (Assembléia de Deus) decidiu fazer do Brasil mais um dos seus campos missionários em volta do mundo. O comunicado impresso na revista Pentecostal Evangel de janeiro de 1936 dizia que, por muitos anos tinha sido política de trabalho do Concílio Geral, encaminhar todos os candidatos à obra missionária no Brasil para a Missão Livre Sueca que, segundo entendiam, estavam fazendo um trabalho eficiente em terras brasileiras. Mas, como continuavam a chegar pedidos de candidatos e alguns desses informarem a impossibilidade dos missionários suecos evangelizarem todo o grande país com uma população na época de 40 milhões de habitantes, o Departamento de Missões da AG resolveu atender aos apelos dos candidatos e aos convites para entrar no campo brasileiro. Então, foram aprovados e enviados seis missionários: Orland Spencer Boyer e sua esposa, Ethel Boyer, que haviam estado no Brasil anteriormente por outra denominação; Vernon Fullerton e sua esposa, Ruth, filha do casal Boyer; e Frank John Stalter e sua esposa, Louise.
Foi estabelecido no Brasil o Fellowship Field da Assembly of God, que atualmente se chama Conselho Geral das Assembléias de Deus no Brasil e somam no seu total mundial de membros a membresia das Assembléias de Deus brasileiras.

Missionário foi proibido sepultar o filho no cemitério por ordem de um padre
Pelos idos de 1916-17, o missionário sueco Otto Nelson morava no bairro de Bebedouro, na Rua Dr. Passos de Miranda, em Maceió, Alagoas. Ao tentar sepultar seu terceiro filho, Davi, que morrera aos dez meses de idade, foi informado que o padre local não permitia, alegando que o cemitério era da igreja católica, e que “hereges” não podiam ser enterrados lá. Por causa desta ordem, os coveiros cavaram a sepultura do garoto no lado de fora do cemitério. Além desta ação, o tal sacerdote instigou os católicos romanos dessa comunidade a se levantarem furiosamente contra os crentes. Sem ter como enterrar o seu filhinho, Otto Nelson orou a Deus, suplicando-lhe uma solução urgente, a qual chegou imediatamente, pois o delegado, ao tomar conhecimento da proibição imposta pelo sacerdote, mandou que uma escolta de soldados acompanhasse o enterro até o cemitério, e ali guarnecesse os crentes, enquanto era realizada a cerimônia de sepultamento, que aconteceu à noite, à luz de candeeiros.


Pastor Isael de Araujo é responsável pelo Centro de Documentação, Informação e Pesquisa (Cdip) da CPAD e pelo Centro de Estudos do Movimento Pentecostal (CemP).
É autor do Dicionário do Movimento Pentecostal (CPAD).


RESUMO HISTÓRICO DA HARPA CRISTÃ
A HARPA CRISTÃ O HINÁRIO OFICIAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL
A Harpa Cristã o hinário oficial das Assembléias de Deus no Brasil
por CPAD



Eusébio de Cesaréia (260-340) é considerado, com justa razão, o pai da História da Igreja Cristã. O que poucos estudiosos sabem é que ele foi também um grande apreciador da verdadeira música sacra. Embora vivesse num período em que esta apenas ensaiava seus primeiros passos, pôde Eusébio externar-se muito emocionado: Nós cantamos o louvor de Deus com saltério vivo. Porque mais agradável e caro a Deus do que qualquer instrumento é a harmonia da totalidade do povo cristão. Nessa cítara é a totalidade do corpo, por cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus, e nosso salteio de dez cordas é a veneração do Espírito Santo pelos cinco sentidos do corpo e as cinco virtudes do espírito. Nós, pentecostais, também temos o nosso saltério; a Harpa Cristã . Ao longo dessas décadas de avivamento e visitações contínuas ao cenáculo, vimos caracterizando-nos como uma fervorosa comunidade de adoração. E não foi sem motivo que os pioneiros oficiais houveram por bem denominar nosso hinário oficial de Harpa Cristã . Vejamos, pois, a natureza e a formação de nosso hinário.



I. O QUE É A HARPA CRISTÃ A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembléias de Deus no Brasil. Ela foi especialmente organizada com o objetivo de enlevar o cântico congregacional e proporcionar o louvor a Deus nas diversas liturgias da igreja: culto público, santa ceia, batismo, casamento, apresentação de crianças, funeral, etc. A sua primeira finalidade é transformar nossas igrejas e congregações em comunidades de perfeita adoração ao Único e Verdadeiro Deus. Não pode haver igreja sem louvor.

II. O INÍCIO DO CÂNTICO CONGREGACIONAL DA ASSEMBLÉIA DEUS NO BRASIL Em seus primórdios, a Assembléia de Deus usava os Salmos e Hinos , que também era utilizado por diversas igrejas evangélicas históricas. Mas em virtude de nossas peculiaridades doutrinárias, os pioneiros sentiram a necessidade de um hinário que também enfocasse as doutrinas pentecostais. I

II. O CANTOR PENTECOSTAL Em virtude dessa premência, foi lançado em 1921, o Cantor Pentecostal . Impresso pela tipografia Guajarina, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, tinha o pequeno hinário 44 hinos e 10 corinhos. O Cantor Pentecostal foi distribuído pela Assembléia de Deus de Belém, PA, que, naquela época, achava-se localizada na Travessa 9 de janeiro, 75.

IV. O SURGIMENTO DA HARPA CRISTÃ Em 1922, foi lançada em Recife, PE, a primeira edição da Harpa Cristã, que viria a se tornar no hinário oficial das Assembléias de Deus. Sob a orientação editorial do Pastor Adriano Nobre, teve uma tiragem inicial de mil exemplares, e foi distribuída para todo o Brasil pelo missionário Sanuel Nyström. A segunda edição da Harpa Cristã , já como 300 hinos, foi impressa nas Oficinas Irmãos Pangeti, no Rio de Janeiro, em 1923. Já em 1932, tinha a Harpa Cristã 400 hinos.

V. A ELABORAÇÃO DOS HINOS Na elaboração de nossos hinos, muito contribuiu o missionário Samuel Nyström. Como não tivesse perfeito conhecimento da língua portuguesa, ele traduziu, literalmente, diversas letras da riquíssima hinódia escandinava. Para que os poemas fossem adaptados às suas respectivas músicas, foi necessário que o Pastor Paulo Leivas Macalão empreendesse semelhante tarefa. Por isso, tornou-se o Pastor Macalão no principal elaborador e adaptador de nosso hinário oficial.

VI. A HARPA CRISTÃ COMO LETRA E MÚSICA Em 1937, a Convenção Geral das Assembléias de Deus, reunida em São Paulo , nomeou uma comissão para editar e imprimir a primeira Harpa Cristã com música. Desta comissão faziam parte: Emílio Conde, Samuel Nyström, Paulo Leivas Macalão, João Sorhein e Nils Kastiberg. Neste empreendimento, também tomou parte ativa o Dr. Carlos Brito,

VII. A HARPA CRISTÃ COM 524 HINOS Com o passar dos tempos, outros hinos foram sendo acrescentados até que o nosso hinário oficial atingisse 524 hinos. Número esse que, durante várias décadas, caracterizou a Harpa Cristã. Até 1981, quase todos os hinos da Harpa Cristã já haviam sido revisados. Os mais altos foram transpostos para tons mais acessíveis ao cântico congregacional.

VIII. A HARPA CRISTÃ ATUALIZADA Em 1979, mediante proposta apresentada pelo Pastor Adilson Soares da Fonseca, o Conselho Administrativo da CPAD, cumprindo resolução da Assembléia Geral da CGADB reunida em Porto Alegre , naquele ano, nomeou uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da Harpa Cristã. A comissão era formada pelos seguintes Pastores: Paulo Leivas Macalão, Túlio Barros Ferreira, Nicodemos José Loureiro, Antonio Gilberto, e João Pereira. Nesta empreitada, também tomou parte ativa o Pastor e consagrado poeta Joanyr de Oliveira. Em termos técnicos, os trabalhos contaram com dois obreiros especializados: João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras. Lançada em 1992, a Harpa Cristã Atualizada foi aceita em muitas igrejas, mas a maioria optou por ficar com a Harpa Tradicional. De qualquer forma, a experiência serviu para rever a hinódia pentecostal, tornando-a mais viva e participativa em nossas reuniões.

IX. A HARPA CRISTÃ AMPLIADA Tendo em vista as necessidades de nossa igreja, a CPAD, sob a direção executiva de Ronaldo Rodrigues de Souza, compreendeu ser urgente a ampliação da Harpa Cristã tradicional. E, sim, foram acrescentados mais 116 hinos a fim de atender a todas as exigências cerimoniais e litúrgicas da igreja. A Harpa Cristã Ampliada , lançada em 1999, com 640 hinos, representa mais um avanço da já riquíssima hinódia pentecostal.
CONCLUSÃO A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembléias de Deus com 640 hinos que são entoados nos cultos congregacionais. A primeira versão conhecida com letra e musica data de 1929 com originais manuscritos e copiada em processo mimeográfico.Em 1941 teve sua primeira edição impressa, tendo participado deste trabalho os irmãos Samuel Nyström, Paulo Macalão, Jahn Sorheim e Nils Katsberg.Em Janeiro de 1999 a CPAD - Casa Publicadora das Assembléias de Deus, publicou a Harpa Cristã, Revisada e Ampliada com 640 hinos.Rogamos a Deus, pois, para que a Harpa Cristã continue a levar o Evangelho de Cristo e o avivamento a todos os cantos de nosso país. Cantando também se evangeliza. Cantando também se promove o avivamento. Não foi o que fizeram nossos pioneiros? PS : Existem hoje, no Brasil, diversas denominações evangélicas, de cunho pentecostal, que utilizam o nosso hinário. Essas igrejas, muitas delas neo-pentecostais, tem encontrado em nosso cancioneiro não somente a melodia, mas também a mensagem que faz a diferença no mundo espiritual. Abaixo, os diversos modelos de Harpa Cristã, editadas pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus no Brasil - CPAD. Organizada com objetivo de elevar o cântico congregacional e proporcionar um melhor louvor a Deus, a Harpa Cristã, com um total de 640 hinos, representa mais um avanço que auxiliará na divulgação do evangelho através do louvor a Deus. Além das Harpa Cristã , edições variadas, há também as publicadas junto com as diversas Bíblias, de cores e tamanho variados, agradando a todo o tipo de faixa etária incluídos de nossas igrejas.Harpa Cristã com Música Mi Bemol Esta harpa é para instrumentos de sopro que são do tom de Mi bemol: Requinta, Sax Alto, Tuba, Clarone Alto, Sax Horn, Genis, Sax Barítono. Da mesma forma que a Harpa em Si Bemol, esta Harpa só tem a clave de Sol, com duas notas somente, a primeira nota é a melodia do hino, a segunda seria a segunda voz do hino, no caso, a voz do contralto. Nesta Harpa, não possui a letra dos hinos e nem Cifras. Harpa Cristã com Música Si Bemol (Bb) Esta harpa é para instrumentos de sopro que são do tom de Si Bemol: Trompete, Clarinete, Sax Tenor, Sax Soprano, Barítono, Tuba. Nesta harpa só tem a clave de Sol, com duas notas somente, a primeira nota é a melodia do hino, a segunda seria a segunda voz do hino, no caso, a voz do contralto. Nesta Harpa, não possui a letra dos hinos e nem Cifras.

HISTÓRIA DAS ASEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL






UM BREVE RESUMO DA HISTÓRIA DE NOSSA DENOMINAÇÃO.



COMO COMEÇOU A SER EDIFICADA A ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL
No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era quase que totalmente católico.Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram ao Brasil, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.


Últimas palavras de Gunnar Vingren :"Diga-lhes que vou feliz com Jesus, e como um pai em Cristo, exorto todos a receberem a graça de Deus, que quer operar mais santidade e humildade, para que possam receber os dons do Espírito Santo. Somente desta maneira a Igreja de Deus poderá estar preparada para a vinda de Jesus"(Saudação de Gunnar Vingren)


GUNNAR VINGREN "Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também fora batizado com o Espírito Santo.Após uma ampla troca de informações, experiências e idéias, Daniel Berg e Gunnar Vingren descobriram que Deus os estava guiando numa mesma direção, isto é: o Senhor desejava enviá-los com a mensagem do Evangelho a terras distantes, mas nenhum dos dois sabia exatamente para onde seriam enviados.

Algum tempo depois, Daniel Berg foi visitar o pastor Vingren em South Bend. Durante aquela visita, quando participavam de uma reunião de oração, o Senhor lhes falou, através de uma mensagem profética, que eles deveriam partir para pregar o Evangelho e as bênçãos do Avivamento Pentecostal. O lugar tinha sido mencionado na profecia: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os dois jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do Norte do Brasil”.


A origem das Assembléias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século 20, especialmente na América do Norte. Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos cap. 2). Assim, eles foram chamados de “pentecostais”. Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em outras línguas que não as suas originais quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram (Atos cap. 2). Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista, ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911 foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos. O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus. Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro.